InterCalado Coração...


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   Quinta-feira, Novembro 03, 2011  

teste
   posted by Resomar at 11/3/2011 12:41:53 PM


   Domingo, Janeiro 17, 2010  
teste
   posted by Resomar at 1/17/2010 11:40:02 AM


   Terça-feira, Dezembro 23, 2008  
teste
   posted by Resomar at 12/23/2008 03:45:30 PM


   Quarta-feira, Outubro 15, 2008  
teste
   posted by Resomar at 10/15/2008 10:32:38 AM


   Segunda-feira, Outubro 22, 2007  




Inúmeras as ocasiões em que nos questionamos se "ainda iremos sorrir sem um travo de amargura, capazes de enxergar um novo dia..."
depois de alguns minutos de reflexão não chegamos a nenhuma conclusão.
A ausência ou o conflito de valores na nossa sociedade explode escandalosamente no dia a dia... e nos perguntamos diante de nossa impossibilidade: o que ainda poderemos fazer?

Tentamos catar restos de esperança para (re)compor a verdade e a paz e muitas vezes o passo retarda... mas nossas mãos são tão frágeis e pequenas. A tarefa é imensa e nossas intenções tão imediatistas.
O coração suado deseja "estar no escuro sonhando" por um mundo, ainda que ferido, mas digno de ser abraçado por todos...
Todas as lutas a serem travadas parecem se transformarem apenas num desejo da alma, sedimentados nos sentimentos, sem muita consistência na realidade.

... mas sonhar não basta!
Mas será que tentar realizar será suficiente para aniquilar a distância abissal que às vezes existe entre o sonho e a realidade?
Calar não abafará a palavra decidida a ser espada afiada no momento certo da luta... Estamos diante do nosso limite. Das barreiras que nos impomos.

É importante refletirmos sobre a nossa atitude diante de faces rasgadas, brilho envenenado, razão traçada de incoerências... sem nos comprometermos com as mais simples verdades da vida que transpassam a existência humana inexoravelmente.
Reconhecer-se no manuscrito da vida, alivia a dor, afugenta a nostalgia... motiva a vontade de escrever a história da nossa história sem fuga e lapsos de memória, concatenando fatos, sonhos, projetos.

Através de nossos textos e imagens podemos provar ser a vida não somente mágoa (in)contida em soluços, mas um grito de ousadia profundamente consciente do compromisso enraizado em nossas veias a fluir cintilante garra de ser... A vida é muito mais. É uma constante e alucinante aventura de procurar e reconhecer em nós mesmos, nos outros, na natureza a essência da existência: eu posso, eu quero, eu sou.


resomar - 01.10.2007
(LugCosta - 05.10.2007 - 09:39h - Caxias/MA)
   posted by Resomar at 10/22/2007 07:00:08 PM  




Quem pediu para decifrar
o cansaço emudecido,
(des)encontros e crepúsculos adormecidos,
os enigmas das linhas de tuas mãos,
murmúrios de ondas,
regresso a interrogar memórias empoeiradas,
não foi capaz de perceber que elas
nasceram em um tempo encarcerado,
muros enrugados,
sentimentos desgastados no avesso de contradições...

Sonhos escalavam a alma,
se ramificavam em todo o teu corpo...

Queimava no olhar a emoção,
agonia estremecida,
vida inquieta,
pássaro ferido...

LugCosta - 04.03.2007 - 06:41h - Carpina/PE
05.03.2007 - 21:55h (resomar)
   posted by Resomar at 10/22/2007 06:38:36 PM


   Sábado, Julho 14, 2007  




Retorno ao silêncio...
Procurando descobrir a razão do existir.
Restos de melancolia contemplam o anoitecer das emoções...
Corrompendo sentimentos expostos na escuridão.
Lágrimas entre sonhos e laços desencontrados,
nostalgia entre realidade e amarguras perturbadas,
braços in(contidos) em rascunhos apagados...
mãos indefin(idas) em rasuras hum.ilhadas...

Recolho ao sentimento...
Encontrando a imensidão de retornar.
Memória desnorteada forçando razões,
lembranças embaladas sobrevivem em ações,
inexpressíveis momentos percorridos em curvas ignoradas,
bifurcações que separam caminhos em estradas
ausência perversa,
anuência submersa,
sabor amargo de abandono...

Recolho as pétalas esquecidas,
em passagens renunciadas,
jardim congelado no olhar que se antecipa,
florestas repetidas na miragem que não dissipa,
lágrimas doídas,
em antiga adoração,
muralhas agitadas cavando em teus lábios
um instante de paixão...



23.02.2007 - 16:35h (resomar)
04.05.2007 - 13:58h (maria inês simões)
   posted by Resomar at 7/14/2007 03:41:51 PM  





Sonhos existem para serem dedilhados no coração passa a passo...
numa cadência quase que imperceptível conjugando ao mesmo tempo utopia e realidade.

Vida borbulha no olhar ardendo para ser expressa em sonoridade, quotidiano de esperas e partidas...
sem desejos de posse, de cobranças, num ritmo suave de entrega.
Já sonhamos tantas vezes separados.
Somente no dia em que decidimos sonhar juntos colocamos os pés na real(idade).


resomar
LugCosta - 14.04.2007 - 20:41h - Carpina/PE
   posted by Resomar at 7/14/2007 11:33:50 AM  




Caminho no meio de espinhos.
Tormentos sangram no corpo fragilizado
que podem ferir a minha alma.

Busco no amargo passo a esperança do amor que não acontece...
Fico os olhos nas rosas,
carregando pétalas desfiguradas sem anular o encanto do aroma
na sua beleza,
magia contemplada na estação final,
e percebo que todo sentimento de alegria
cenário de um avesso e encobrir vestígios de abandono,
nasce de uma dor,
farrapos suspensos,
amedrontados no vazio do olhar
de um espinho retirado,
marca que flutua no gorjeio de tua face ferida,
para poder continuar caminhando.

No mormaço da saudade a penumbra agoniza,
pensamento em delírio...


LugCosta - 04.03.2007 -06:49h - Carpina/PE
05.03.2007 - 21:40h (resomar)


   posted by Resomar at 7/14/2007 11:12:55 AM


   Domingo, Junho 17, 2007  




Somos tão diferentes, mas carregamos porções afinadas nas mesmas porções doloridas...
Nos olhamos de perspectivas diferentes.
A dúvida permanece: será que não somos exatamente iguais e opostamente desiguais?
Mudam os nomes, os locais, as pessoas,
mas o sentimento de ser, de luta e de busca é o mesmo...

No singular somos O plural.
Estamos em posições diferentes, mas o jogo da vida nos coloca lado a lado
apesar das distâncias e da aparente diversidade.
Impressionante, como somos diferentes em quase tudo, mas o coração
consegue se debruçar em alguns momentos somente nossos onde a nostalgia tenta contaminar a alegria de ser...

A intensidade dos tons e cores são distintas, mas a sensibilidade de captá-las
perto ou longe permanece intacta,
preservada na nossa capacidade de amar e sermos amados.
... e pessoas assim, nunca são compreendidas... e por isso me preocupo tanto com você ...
que se esconde atrás das palavras verdadeiras,
que extravasa rios de lágrimas em momentos de solidão e alegria,
que sente cada pulsar de vida e de morte dentro de si,
que se refugia num mundo onde a luz se tomou serenidade,
que disfarça os sentimentos em dissimulados desejos de aproximação e recusa.


resomar
(Lugosta - 22:06h - 4.08.2006 - Natal/RN)

   posted by Resomar at 6/17/2007 10:22:35 PM


   Terça-feira, Junho 12, 2007  






Sem forças aguardava a vistoria em seu corpo golpeado e violentado...
E o verbo se fazia na carne que sofria as dores de ser rejeitado,
entre tantos corpos anônimos repousava inerte na vala comum...
Dignidade estraçalhada, alma sonolenta...
Nobreza desprezada, vida sedenta,
olhos embebidos de sangue e suor...
Na sentença injusta o poder e a vaidade ostentando disfarçados discursos de solidariedade...
Na presença breve o dizer e a vontade suportando estilaços, decisões em falsidade,
sentenciado por falar a verdade que liberta.
Na cruz carregada a luta em prosseguir...
Na luz apagada um calvário a subir,
a cada passo vencendo a peso da dor, a decrepitude da humanidade,
árvore plantada para vegetar,
árvore enraizada para superar,
talhada na raiz com cortes profundos para florescer,
sem temer a esperança que não permite o desespero consumir o mundo...
seguindo sua sina sem teto, sem refúgio, resignado e mudo,
mundo a ele consagrado para salvar.
...

Condenados vagamos atônitos e caídos, mas não derrotados...
No exemplo Daquele que soube suportar o peso de nossos pecados...
consumidos, mas não completamente aniquilados.
Sangrando, antecipamos transformações,
extraindo a essência pura de nossos corações,
sentimentos amargos,
reconhecimentos reais,
lábios sedentos de justiça...
à àrvore da vida submissa...
Impomos a força da vida que vence a morte.
Consolamo-nos mutuamente as nossas revoltas e soluços silenciosos
de abandono, de incompreensão do mistério da injustiça e da dor
diante do estigma da cruz.


Na impotência de ser o grito silencioso impregnado no olhar desfalecido,
Na importância de ter o orgulho ferido, próprio universo estarrecido,
na face escarnecida, no corpo moribundo,
força fragilizada em um soluço amoroso...
fé contrariada entre o martírio e a paixão...
Buscas no olhar e nas lágrimas da mãe o consolo dos aflitos.
Atormentados espalhamos nostalgia, mas não violência,
Torturados violentamos a melancolia, sem clemência
denúncias (com)provadas,
renúncias (con)denadas,
coração na ousadia liberta...
razão na estesia desperta...
abraços de paz e fraternidade,
revigoramos as forças para o sacrifício final.
Não tememos quem pode tirar a vida do corpo,
mas sim quem pode dizimar a alma.


No gesto invisível a transitoriedade do tempo emudecido,
No ato palpável a eternidade do espaço concretizado,
sonhos aprisionados, descoloridos,
vidas mantidas em alamedas encardidas,
fome na escuridão dos viadutos,
úlceras na alma de seres astutos,
lama no corpo desgarrado,
lama no cerne capturado...
farrapos humanos translocados da periferia ao centro...

Prostrados e humilhados estendemos as mãos,
àquele cujas mãos estão imobilizadas na cruz
e ofegante está entregando o espírito ao seu pai,

opção reforçada entrelaçada a riscos,
busca do que estava perdido para salvar... ( Lc 19,10)

Caídos mas não vencidos, pois as mãos que nos
são estendidas, nos ajudam a levantar, nos acolhem
e continuamos a caminhada...

Oprimidos não nos rendemos às ameaças...
Sempre existe o exemplo Daquele que a tudo suportou,
cumprindo sua missão e junto hoje, ao lado do Pai
declara-se Nosso Irmão.
Não calamos a voz,
não nos amedrontamos com a covardia e a impunidade
dos criminosos deste mundo;
acreditamos na justiça divina
que derruba os poderosos e eleva os humilhados.


Aumenta Senhor a nossa fé!
fé na vida que supera a morte,
fé na força dos pobres e oprimidos,
fé no Teu poder libertador,
fé no domingo da Ressurreição.



Crucificados e expostos às tentações testemunhamos o nosso compromisso,
aprendizagem de servir e perdoar...

Usa-nos Senhor, para que sejamos a Tua Voz, as Tuas Mãos
e possamos ser em Ti complemento daqueles que precisam de nós.


Expulsos soluçamos na difamação,
queremos justiça, mas só conhecemos a condenação
e permanecemos durante a noite fria da exclusão no

vazio a pulsar em veias suadas...
Redimidos somos a continuação,
e a realização da Tua Vontade...


"Tudo está consumado!" (Jo 19,30)

Tudo foi entregue:
a fé,
a esperança,
a capacidade de amar.

Em teu sofrimento, estamos fortalecidos.



Tua morte não encerra a missão de instaurarmos um mundo desvinculado de opressões,
trevas, preconceitos, fanatismos,
presença (re)construída da eternidade,
Plenitude-Ressurreição!...


Tua morte faz parte do mistério de compreendermos que também somos divinos.



22.02.2007 - 20:25h (resomar)
Maria Inês Simões (Bauru/SP)
(LugCosta - 20.03.2007 - 19:53h - Carpina/PE)

   posted by Resomar at 6/12/2007 05:14:05 PM  




Há porções enigmáticas e sombrias guardadas em nossas memórias...
que insistem em se transformarem em eterno presente.
Há lições doloridas que nos empurram para a luta...
mostrando que depois de cada recuo existe a possibilidade de avançar noutra direção.

Há no olhar um brilho que seduz e encanta ao tentar atravessar
momentos suados, mas ternamente dedilhados no coração...

porque só o coração consegue sincronizar harmonicamente o desejo e
o tempo da espera e realização.


(Luis Costa - 2/2/2007 - 11:33:45 - Carpina/PE)
(Resomar)

   posted by Resomar at 6/12/2007 04:53:02 PM


   Segunda-feira, Junho 11, 2007  






Em cada porta,
um gesto travado,
soluço amordaçado...

Em cada janela
um suspiro da alma
acalentando um pensamento profundo.
Na aparência o disfarçado sorriso,
discernimento temido,
lábios enfaixados em um sabor empoeirado...

(Re)contando as poucas lembranças
de momentos considerados felizes
mas adormecidos no coração lacrimante.

Descalço removes restos de pratos,
bebendo o vinho em taças fraturadas...
Arquivas no olhar o descaso cruel...

Perambulas pelas ruas do descaso,
contorcendo-se pela dor da consciência
de ser alguém abandonado.

Onde repousar o cansaço?
Como calar as revoltas sufocadas por tanto tempo?
Onde habitar sem beijar a lama envenenada?
Como reconhecer a trilha perdida no meio da escuridão?
O teu refúgio acolhe a ventania e a solidão embaçada...
mas ainda és capaz de acolher a serenidade
disfarçada na suave brisa da madrugada.

Exposto de pés feridos,
mãos calejadas,
alma transparente,
rosto enternecido,
força indomável,
espírito vigilante,
mostras a sabedoria dos marginalizados...
que trilham caminhos suspeitos e perigosos
Derrubas os poderosos,
saciando os famintos...

com as suas misérias e podridões
recolhidas nas calçadas e no meio da rua.

Purificas a oferenda dilacerada
sem intervalo,

com o suor do rosto
e o cheiro da humilhação
na escuta atenta,
de vozes rebeldes e incompreensíveis
palavra bebida na sofreguidão de prosseguir...
sem destino, sem repouso, sem alívio.

Na escuridão a LUZ explode fazendo crescer Tua presença...
presença delicadamente (des)percebida pela sensibilidade de quem ama
Nasceste como príncipe embalado no aconchego de folhas e ferrugens...
para ser na cidade dos homens um número, um nome, um menino pobre e abandonado.

No cotidiano dolorido és o Amor que canta a paz
que incomoda e profetiza tempos de serenidade e compreensão entre os homens
e anuncia nova sociedade,
herança dos que se libertam da vaidade opressora,
construção e luta para resgatar o caminho que se abre em pétalas entrelaçadas,
compromisso selado no testemunho de ser...

ser de Deus,
ser da divindade que espiritualiza a existência humana
numa noite qualquer
através da dor do parto.


30.11.2006 - 22:12h (resomar)
Natal de 2006

LugCosta - 22:00h - 18.12.2006 - Natal/RN
   posted by Resomar at 6/11/2007 09:32:27 PM  



Aconteceu...


Era madrugada e o frio ocongelava.
Recordações a sufocavam em (in)esperadas e silenciosas lágrimas...

Ao relento tentava entender o que sentia.
Muito cedo entendeu ser a vida uma pergunta sem resposta,
um gole amargo sem o colorido do afeto...

Faltava alguma coisa, e não sabia o que era.
Suas pulsações enlouquecidas carregavam o peso da solidão...
Não queria ser mais um problema em sua família e sofria.
Na dor escorria sua alma sedenta em um canto permanente de abandono...

Tremia de frio, e o dia demorava a chegar.
Desenhava nas nuvens invisíveis a esperança contida no olhar sonolento...
"Cadê o sol que não chega nunca".
"Onde esconderam meus sonhos de ser terra fecunda...?"
O colchão ninho de pulgas.
Mãos feridas adornadas entre lamas e navalhas enferrujadas...

Agradecia a Deus por não estar sozinha.
Fragilizada mergulhava em sombras desnudadas
para não sufocar a madrugada (in)diferente ao seus sentimentos e desejos...

Só lhe restava encolher o corpo e o pensamento.
Nada mais restava de suas lutas e partilhas...
Armas encostadas tentavam encorajá-la a prosseguir...

E esperar o dia amanhecer.
...e o tempo de outra vez escorrer o suor na poesia de ser...

-----------------------------------------
Maria Inês Simões - Bauru/SP

05.08.2006 - 8:32h ( resomar

   posted by Resomar at 6/11/2007 08:02:43 PM  




Retratos de solidão:
uma carta rasgada,
uma mesa vazia,
taças quebradas se debruçando no sonolento lamento...
a palavra silenciada,
esmagada de espinhos e partidas...
os passos retidos,
a boca ferida e suada...
a máscara deposta,
o amor rasgado e estremecido...
a madrugada avançada,
a dor entrelaçada em perguntas amedrontadas...
o copo de cerveja abandonado,
lábios sedentos de ternura...
a viagem cancelada,
o coração dilatado, subitamente disfarçado...
a porta (entre)aberta.
a vida carregada em porções de mormaço, envolvidos
na perplexidade de um caminho interrompido...



Retratos de solidão:
molduras esfarrapadas...
mãos vazias depostas na janela,
pálida paisagem borbulhando na saudade (in)contida...
o abraço esquecido,
agonia a pressentir um tempo enigmático...
o balanço da cadeira,
o candeeiro em chama abafando o grito de amarga nostalgia...
o livro relido infinitas vezes,
soluços a escorrer na face inebriada de paixão...
o sol declinando,
paredes desabando no intervalo da canção...
o olhar pensativo.
revelado na transparência de ser...


(Re)tratos de soli(dão):
rumor forçando circunstâncias...
um sorriso escancarado,
sangue fluindo de veias fragilizadas...
um encontro desejado,
encanto rasurado na esquina interditada...
um coração aberto
embriagado na experiência de estranha euforia
para quem adentrar
na imperceptível sensação de plenitude,
no mais profundo da alma.

No sussurro mergulho inflexíveis ímpetos...
e repouso em teus ombros a intensidade de nossas metades...




(LugCosta - 24.06.2006 - 21:40h -Natal/RN)

28.06.2006 - 19:10h (resomar)

   posted by Resomar at 6/11/2007 07:09:58 PM


   Quarta-feira, Setembro 13, 2006  





No olhar
RivkahCohen



Está no olhar,
a esperança de um caminho,
de quem pede baixinho,
mas D'us há de escutar!

Está lá,
aquele grito calado,
próprio de quem está cansado
mas continua a lutar!

É um grito por clemência
por uma infância com decência
sem que precise chorar!

Halevai algo aconteça
e a Paz, enfim, apareça
mas que venha para ficar!



Na lágrima...

Na lágrima transborda a entrega de sonhos,
palavras confusamente balbuciadas,
passos interditados;
uma mão estendida e recolhida vazia,
zombada e fotografada para
servir aos palácios em suas campanhas fantasiosas

A lágrima silencia tentativas frustradas,
laços desatados e solidão apagada do olhar de quem
jamais bebeu a dor de sobreviver à cata de restos;
amanhecer
sendo espancado e morto por engano...
enterrado em terreno invadido sem direito a
ser (re)conhecido...

Simplesmente uma lágrima (in)contida
a revelar dimensões sufocadas...
Covardia de direitos manipulados
e astutamente negociados...

Bastaria um instante de sensatez e ousadia,
desejo de escutar a sonoridade de um grito emudecido...
Orquestra regida entre gotas que rolam em uma face sonolenta
à espera do brilho e do calor de
mãos que possam celebrar a paz sem ódio e sem medo...

Bastaria um intervalo e o gorjeio da vida
flutuaria na alma...
O perfume das ondas sinalizaria
o término da tempestade...
Bastaria um i(e)nter.val(e)o...

04.06.2006 - 14:00h (resomar)
   posted by Resomar at 9/13/2006 11:31:23 PM


   Terça-feira, Setembro 12, 2006  




Maria,
retira tuas vestes tecidas com fios dourados,
etiquetas importadas,
mantos de seda exclusivos de elites,
coroa e jóias de realeza,
e "desce" ao morro!...
teu filho acordou e chora pedindo um pedaço de pão.
Não esqueces de trazer a roupa lavada
para vestir o seu corpo despido que sente frio e precisa ser protegido.
Ele está ainda na mesma caixa de lixo,
coberto com velhos jornais e papelões.


Os pobres ungem o teu corpo com água perfumada.
Colocam aos teus pés súplicas e toda a sua confiança.
Cobrem-te com a sua pobreza e simplicidade.
Oferecem para os teus pés a sandália carcomida nas
andanças da vida em busca de pão, de trabalho, de dignidade.

São tantos os filhos e filhas a serem recolhidos
na ternura do teu amor materno.


22.05.2006 - 11:14h (resomar)
LugCosta - 28.05.2006 - 10.00h - Natal/RN
   posted by Resomar at 9/12/2006 10:31:20 PM  




Não
consigo
entender!
Se virei o rosto para o outro lado,
como as coisas continuam a acontecer?!?!
rivkahcohen


Por quê querer entender uma tarde sem a espera do anoitecer,
um encontro que foge deixando a paisagem adormecida sem teus braços?
O tempo inventou razões,
controles de emoções e
quando o rumo da palavra soprou na alma
vi um corpo baleado tocar a indiferença
que ardia em olhares disfarçados,
uniformes aromatizados em posturas desgastadas...
... mas foi somente um instante rasgado no silêncio...

16.05.2006 - 14:40h (resomar)
   posted by Resomar at 9/12/2006 10:15:11 PM  





No inesperado de mim mesma,
sinto-me derrotada em manhãs emudecidas...
constato que minhas fantasias se tornaram realidade.
Levaste contigo a ternura enfeitiçada em telas prateadas...
Umedecidas pelo beijo ardente do adeus.
Deixaste em minhas mãos teu suor em um abandono de sonhos empoeirados...
Ficaram poucas certezas no olhar dissimulado quando envolvia-me nos teus braços.


No inesperado do pensamento
No suspiro profundo da alma atordoada,
sinto a solidão na poesia cinzenta,
retalhos de lembranças canceladas,
entrelaçando corações sonolentos...

Adormece em minha alma
Teu cheiro libidinoso inconfundivel
e
regressarei para te alcançar!
Em novos sonhos em que tentarei permanecer acordada.

11.05.2006 - 18:54h (resomar)
LugCosta - 21:15h - 13.05.2006 - Natal\RN
   posted by Resomar at 9/12/2006 10:00:45 PM


   Quinta-feira, Setembro 07, 2006  




Por um sorriso apenas.


E, se apesar de tudo, o sorriso cair no esquecimento.
saberei aguardar o regresso do sentimento...

Divague nas entrelinhas do teu pensamento.
e me possua em cavalgadas enlouquecidas...
Para constatar que, nem tudo foi sofrimento.
carregarei no olhar o perfume de teus lábios...
Porque, é nas horas amargas de uma desilusão,
quando a escuridão desnorteia percursos,
Que vale a pena pescar um riso de felicidade,
ainda que por um instante de delírio...
No oceano de saudade em forma de recordação.
Leva contigo nossos soluços e gargalhadas...

Pois mesmo que só por uma lembrança o coração bater,
o eco da solidão em lamento explodirá...
Fica implícito porque a alma deseja tanto viver,
importa beber tuas emoções emolduradas de paixão
Só para provar novamente desse amor.
só para recordar traços marcados na pele suada...
O luminar prazeroso que faz esquecer a dor.
O silêncio que faz contemplar teu sorriso impregnado em lágrimas (in)contidas...

Gerson F. Filho.
11.05.2006 - 13:00h (resomar)
   posted by Resomar at 9/7/2006 09:59:14 PM  






Filho,
levanta desse chão!
Está tão forte esse frio
que pode te adoecer,
fazer algum mal..
Domingo será dia das mães
e como vai ser
se não melhorar?
O que te cansou?
Onde não conseguiste chegar?

Ei, você
que está apressado!
Por ter olhado
para o outro lado,
não viu que aqui tem um ser
completamente sonado.

Desconfio que seja mágico,
pois tem a faculdade
de transmutar.

Acredita que passam,
vejo a hora que vão lhe pisar
e não vêem ele aqui deitado?!

Estou aqui
há muito mais que três horas,
a pé ou de carro, só fazem seguir,
irem embora ..

Filho,
que sono é esse tão grande
que te preenche o vazio,
que faz com que não sintas o frio
vindo das multidões?
Vem!
Ouve o meu pedido estranho..
Levanta desse c
hão!

rivkahcohen



Mãe,
Deixa-me beijar a solidão que me restou...
Nada será capaz de amenizar o suor que escorre da alma...
Fui tocado pela cura do tempo...
Já não temo o ar envenenado...
Por que a preocupação com o amanhã?
A vida a bebo sem sede...
E se o mormaço me sufocar saberei contornar o avesso da dor...

Quantas perguntas !
A saudade de não ter conseguido te abraçar
me deixou alucinado!

Já não tenho mais sonhos...
As travessias interrompidas romperam possibilidades...
A margem vislumbrada em fotografias emudeceu ...
Carrego no corpo marcas de violência...
Cicatrizes abertas escorrem...
Faces baixas ignoram a ternura de que preciso...
O papelão costurado protege a madrugada e o medo
de não regressar a este pedaço de terra molhado pelas lágrimas
que não consigo estacionar em teus sentimentos de aparentes contradições...

Mãe,
Há verdades não reveladas...
Há razões desencontradas nesse teu jeito de ser...
Deixa-me aqui caído contemplando o silêncio
e a emoção de poder sobrevoar com asas feridas...

10.05.2006 - 17:50 (resomar)
   posted by Resomar at 9/7/2006 09:43:38 PM  




Há loucos mansos e outros agitados...
Porque possuem a sabedoria capaz de decifrar aquilo que enfurece e aquilo que enternece o coração humano.
Alguns se cansam e se recolhem em (re)cantos de sombras à espera de um tempo menos agitado...
Porque descobriram o abrigo que protege sem escravizar a pessoa às intempéries da exterioridade do ser.
e outros ainda se esforçam para serem cada vez mais loucos...
Porque sabem que a vida pulsa de forma incontrolável quebrando todas as barreiras e convenções sociais num único ato de alucinação.
Há loucos sensatos e prudentes capazes de sorrir e desdenhar das pessoas que acreditam possuírem verdades eternas porque acreditam que a vida é apenas um ato: entrega, busca, (re)construção.

28.04.2006 - 21:55h ( resomar)
LugCosta 30.04.2006 - 7:35h - Natal\RN
   posted by Resomar at 9/7/2006 09:38:53 PM


   Quarta-feira, Setembro 06, 2006  





Percorrer o caminho sem ilusão e covardia...
porque as pedras do caminho são pontiagudas e penetrantes.

Seguir a palavra sem a euforia do momento,
sem a impaciência de decifrar seus mistérios ocultos
brilho da veste e desejos transitórios... ( Mc 9,2-10)
Apenas seguir o seu ritmo e suas combinações de significados.
Permanecer na experiência da celebração,
ofertando a fragilidade das certezas de cada dia
movimento da subida e descida,
perfume do holocausto da última vítima imolada por amor
agarrando-se na fé para avançar...
Sem medo do imprevisto, sem pausa para a restauração das forças
Escutar o compromisso na entrega dolorida... ( Gen 22,1-18)
Acreditar na missão... ( Rom 31,34)
Acreditar na própria fé.
Contradições ressaltam a fragilidade,
que habita nos quatro cantos da alma
tentação de interromper lutas e sonhos... ( Sl 116)
tentação de sucumbir no primeiro delírio
que permanece adormecido no coração de quem ama.


12.03.2006 - 7:19h (resomar)
LugCosta 21:15h - 30.04.2006 - Natal\RN

   posted by Resomar at 9/6/2006 10:21:23 PM  





Sob orvalho.
(Gerson F. Filho)



O lado escuro me chama
reclama tua alma enfastiada...
No espaço só ruptura
captura de sentimentos dispersos...
E na vida só clausura
imersa em uma procura de ternura...
Quando o sangue escorre
a ventania de nossos desejos umedece o olhar

E teu grito aflito
soluça uma prece entrelaçada ao mormaço da despedida...
Corta a noite sem lua
e a solidão me alcança na lágrima incontida...
Palco insaciável
Silêncios indecifráveis,
Onde meus dentes brilham
no anoitecer de assombros e rasgados gorjeios...

E essa fome fica

impregnada entre momentos de dor...
Mesmo se bebo a vida
o mormaço de teus toques
Que caminha complacente
se ausenta em asas fragilizadas,
Neste frágil corpo de mulher.
Vago na espuma de palavras adormecidas
que deslizam suavemente no cansaço de nossas mãos...

Gerson F. Filho
26.04.2006 - 10:32h (resomar)
   posted by Resomar at 9/6/2006 10:14:13 PM  





Acordei palavras
(Maria Inês Simões)



Onde ficaram os escritos das quimeras desta noite?

Onde enterraram o teu corpo adornado de balas e açoites?
Não nas gavetas dos sentimentos e nem nas estantes dos sonhos adormecidos.
Quisera silenciar na transtornada madrugada ao relembrar teus poemas tombados no sangue da covardia...
Despertaram exigindo teclado, monitor e pc.
Sem a pulsação da alma a escuridão desliza em um dedilhado opaco...

O dia traz o sol que repetidas vezes relembra "a vida se faz com o verbo".
A noite se retira carregando um caminho interrompido, um olhar adormecido...
E o verbo nesta ação dilacera.
E a dor prisioneira tece imagens em papel desbotado...

Hoje quero escrever palavras sentimentos.
Mergulhar em teus lábios cicatrizados em minhas mãos ofegantes e renascidas...
Adequados ou não neste passar de horas.
Importa sustentar a luta sem tentar apagar sombras de amargura,
Onde só sinto palavras.
Morre na areia os ecos da solidão
Expirando alentos deste ser que em si só conspiração.
No mistério de gestos o amor-inspiração...

Maria Inês Simões
25.04.2005 - 7:41h (resomar)
   posted by Resomar at 9/6/2006 09:48:57 PM  





Tuas palavras admitem fugas e indiferença...
Quando te olhas resignada diante do espelho opaco
Exiges uma lógica que acontece na evidência da dor...
Incidindo sempre no mesmo sentimento disfarçado de melancolia
Trêmula no fascínio de te alcançar compreendo a vida,
Compreendo minhas fragilidades e fragrâncias suavizantes da alma solitária
pensamento interrompido sangrando essências de uma inacabada entrega...
por um segundo que tem a dor de uma eternidade.

Jorra no mormaço de nossos corpos sedentos,
cansados e ávidos para se tornarem entrega
vibrações suspensas na distância de sussurros
que nos interrogam...
num suspiro que traga o cálice da cumplicidade

Mais do que um lamento,
procuro entre os soluços a pulsação do coração atordoado e silencioso
dedilho na melodia um tempo de abandono
a espera do tempo da paz interior reciclada de momento de espera e (in)certezas
no ranger de pétalas trituradas entre lábios feridos...
As cicatrizes continuam profundamente sedentas e incuráveis
Na pressa descalça e distraída
aspiras o ar que nos sufoca de paixão...
que impedem de pronunciar o teu nome sem sentir o corpo queimar em chamas.

15.04.2006 - 8:49h (resomar)
15.04.2006 - 15:45h - LugCosta
   posted by Resomar at 9/6/2006 09:42:11 PM


   Segunda-feira, Agosto 28, 2006  




O hoje não é só mais um dia!

Busco no anoitecer o cheiro do que fomos...
É o nascer de novas perspectivas!
Orvalho a desabrochar sentimentos...
É a vida vestindo-se de poesia
imersa em um sol improvisado
e nos dando Boas-Vindas!
Quisera prolongar teus ecos de delírios...
Abracem essa oportunidade!
Caminhemos em ousados labirintos!
Hoje o dia nasceu, se abriu,
seduzindo a solidão em seus lamentos emudecidos...
amanhã já será tarde
e a lágrima decerto será pouca para lavar o corpo dolorido,
momento vago
para quem não o viveu
mas aprendeu a esclarecer o pensamento e a fecundar estranho olhar,
chama em um gesto ausente,
e "do nada", partiu..
Entreabertos ao ritmo da nostalgia,
ainda escutamos a melodia que floria em nossos desencantos...

rivkahcohen
06.abril.06

06.04.2006 - 13:20h (resomar)
   posted by Resomar at 8/28/2006 09:41:51 PM  




Silêncio...

Em um silêncio de ilusão
te encontro estendido de bruços
Na areia molhada...
Tua face encharcada se recusa
a fitar a minha dor...
Tua alma assustada se retira...
E te contemplo em distante solidão...

24.08.2005 - 9:51h (resomar)

Em silêncio,
como quem comunga,
te vejo no tempo, de costas para o mundo..
Mentalmente te condeno e concluo
que bons foram os ventos
que mostraram minha estrada
e indicaram a tua..

rivkahcohen
24.03.06 - 19h

   posted by Resomar at 8/28/2006 09:33:11 PM  




Não pensar


Tal qual um cavalo

anônimo, exilado,
sem dono,
secretamente fotografado,
sem estábulo
anoitecendo em frias madrugadas,
queria sair em disparada,
sobrevoando a dor em busca de colo,
em direção ao nada
sem a precipitação do pensamento,
com a certeza de não retornar..
Anoitece e o coração soluça a esperança ausente...

Tal qual o vento
te degusto em sabor antecipado,
que a qualquer momento
retornará pensando em ti...
a crina vem acariciar,
enxugar as mãos suadas...
queria passar batido,
escondido de palavras vagas,
sem compromisso de voltar..
Simplesmente ser metade acorrentada aos teus impulsos (in)contidos...
Tal qual criança
atordoada entre sentimentos (des)conhecidos,
com pressa de brincar
me debruço no tempo sem ponteiro...
queria no papel fazer uma seta
para nela atravessar a correnteza da nostalgia,
e sem lembranças,
sem ruídos e receios,
me dirigir para lá..
Aprenderia a transformar o amargo em suave roçar de lábios...

Não sou cavalo,
necessito de tuas mãos no percurso a sustentar meus passos,
muito menos o vento..
Interrompo a imaginação na exaustão inexplicável de tuas apressadas razões...
Como sonhar não é pecado,
grito o prazer naturalmente escorrendo de teus olhos...
desenho minha vontade de não pensar..
Importa abraçar o desejo transfigurado,
enquanto tua (in)diferença persistir em sombras abafadas...
Importa a opção da entrega na entreaberta essência de ser...

rivkahcohen
15.03.2006 - 18:26h (resomar)
   posted by Resomar at 8/28/2006 09:07:05 PM


   Quinta-feira, Agosto 24, 2006  




Espinhos colhidos...
Precipitado sentido!


O tempo inventou momentos...
O vento só pediu um tempo!
Adormeci na amargura do transitório...
Precipitaste, não tiveste um raciocínio lógico,
Espinhos foram colhidos...
já viste descaminhos,
Caminhei na aridez da solidão...
como quem segue sozinho, por pura opção!
o tempo consgrou esta dor...
Colocaste culpa no amor
Entreguei a porção do mistério e da saudade
Não foste justa, faltou-te iniqüidade
que habitava no sacrário das nossas almas...
e hoje estás triste à toa, por nada!!!


25.04.2003 - 19:24h - (resomar)
13.03.2006 - 11:45h - rivkahcohen
   posted by Resomar at 8/24/2006 02:24:21 PM


about

No inesperado dos contratempos nossas metades dispersas e atordoadas vagam em desertos, beirando esperanças-presença... InterCalado Coração prova a nossa voz ouvida, rasgada e exposta. É a voz do coração soluçando inebriada, tentando ultrapassar os preconceitos que nos aprisionam, o visível e o provisório, tocando essências eternas... 16.07.2004 - 6:23h(resom)